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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Jung
10:51
IPDM
Revolução Junguiana

A psicologia analítica de Jung é um caso curioso na ciência. Pode-se dizer que suas idéias muitas vezes são melhor assimiladas entre o público médio que dentro do meio acadêmico. Hoje, quatro décadas após sua morte, suas teorias a respeito da psique humana, do inconsciente e dos sonhos ainda são consideradas revolucionárias e um tanto místicas.E o que é mais estranho: elas são, a cada dia, mais assimiladas por áreas distintas da psicologia como a física subatômica, a sociologia, a antropologia e até mesmo a ufologia. O que afinal possuem as idéias de Jung que tanto incomoda os acadêmicos ortodoxos, cativa os leigos e aproxima as ciências?Neste artigo você vai conhecer um pouco sobre a vida e as idéias deste que é considerado o 1º pensador da pós-modernidade e o mais revolucionário pesquisador da consciência.Carl Gustav Jung nasce em 1875, em Kesswill, na Suíça. Forma-se médico e especializa-se em psiquiatria, ciência em formação. O interesse pelos distúrbios mentais o faz desenvolver profundos estudos sobre a mente e suas conclusões o aproximam de Freud em 1907. O já famoso psicanalista judeu-austríaco é persona non grata no meio universitário e enfrenta dificuldades para ter levadas a sério suas idéias sobre o inconsciente. Freud logo reconhece o alto valor do suíço e vê nele, no não-judeu, a cabeça ideal para levar adiante a psicanálise. Jung, chefe de clínica do famoso hospital psiquiátrico de Zurique, mesmo ciente dos riscos que corre sua carreira e vendo limitações comprometedoras nas teorias do mestre vienense, toma defesa de Freud em público e assim tornam-se colaboradores.Seus estudos, porém, levam-no a divergir da Psicanálise e a dolorosa ruptura acontece em 1912. Freud sente-se traído. E Jung vê-se em apuros pois conhecidos e amigos o abandonam. Inicia-se aí o período mais difícil e delicado de sua vida onde ele abandona as atividades acadêmicas e parte para um solitário, terrível e decisivo confronto com o inconsciente - que levará anos e quase lhe será fatal.
Mas ele emerge dessa fase revigorado e prossegue, mesmo consciente que dificilmente a mentalidade científico-ocidental levará a sério coisas como inconsciente coletivo, mitologia e alquimia - para ele fundamentais na compreensão de certos processos psíquicos. Morre aos 86 anos, em 1961, deixando uma instigante obra, ainda hoje revolucionária.A maioria dos cursos de psicologia de hoje dedicam, quando muito, uma ou duas disciplinas às idéias de Jung. Assim como a medicina tradicional ainda está presa ao paradigma mecanicista newtoniano, nossa psicologia "oficial" ainda é freudiana/psicanalítica. No entanto alguns pesquisadores apoiaram as teorias do suíço, inclusive físicos (!) que viram em suas inusitadas descobertas no mundo das partículas subatômicas, incríveis semelhanças com as teorias junguianas. Para esses cientistas o mundo dos átomos revelava uma espécie de consciência e, de repente, era como se mente e matéria não fossem tão distintas assim e se influenciassem mutuamente - como afirmava Jung, desafiando o paradigma newtoniano/descartiano vigente. Sociólogos e antropólogos também o apoiaram e a Psicologia Transpessoal surgiu a partir dele.
Como pesquisador da consciência, terapeuta, antropólogo e pensador, Jung levou suas descobertas a uma abrangência notável, refletindo sempre sua preocupação com o futuro da humanidade. Suas idéias estão cada vez mais presentes em livros, grupos de estudo e nas novas maneiras de se interpretar a realidade. E de algum tempo para cá o público médio, buscando novos modelos de entender a vida, passou a se interessar por ele.
Ciência e Eu Superior
Jung afirma que o inconsciente não é subproduto da consciência nem mero depósito de desejos recalcados e frustrações sexuais, como pensava Freud. Para ele o inconsciente é uma entidade viva, independente de nossa percepção dele, acima das noções dualistas de bem e mal. É a outra parte de nossa psique que o ego (consciência superficial) desconhece. Ele está sempre atuando e faz com que os sonhos, em sua linguagem simbólica, sejam a representação fiel da psique - nossa razão crítica é que se afastou da linguagem dos símbolos e não mais a entende.Para Jung a vida tem sentido sim, e sua grande finalidade é a individuação: processo de profundo autoconhecimento onde tomamos a coragem de nos confrontar com velhos medos e o que desconhecemos de nós próprios. Os sonhos então revelam-se como um importante guia para esse conhecimento. Uma vez que alguém se entrega a esse caminho nada racional, sua vida parecerá ser magicamente conduzida por uma sabedoria maior que Jung denominou self (o si-mesmo), o centro de cada um de nós. Individuar-se significa fazer o ego (a consciência da superfície) ir ao encontro desse centro. Representa separar-se da massa, do turbilhão inconsciente e adquirir autonomia; representa tornar-se uma totalidade psicológica, una e centrada, sem divisões internas, autoconsciente: um in-divíduo. Este é o caminho para a personalidade total e a buscada realização pessoal. Para Jung, o futuro da humanidade dependerá diretamente da quantidade de pessoas que conseguirem se individuar.Não é difícil imaginar o quanto isso deve ter soado místico a certas mentalidades. Quer dizer então que se eu entrar nessa, meu eu superior passa a cuidar de mim? - gozam os mais céticos. Os não-céticos preferem pagar para ver.
Ovnis - Nos Céus da Alma
Jung foi ousado ao valorizar o estudo da mitologia, das religiões e também da sabedoria oriental (ela e seu modo tão anti-ocidental de pensar), mostrando-nos a ponte para ligar dois modos distintos - mas não excludentes - de interpretar a realidade.Seu conceito de sincronicidade (a coincidência entre estados psíquicos e acontecimentos físicos sem relação causal entre si) trouxe à mentalidade científica a chance de conhecer o mecanismo das grandes coincidências, dos oráculos e de eventos ditos ocultos. Sugeriu que, assim como a idéia taoísta de unicidade, nosso inconsciente forma com todos os outros um inconsciente, único e coletivo - assim, sem percebermos, estão nossos pensamentos todos interconectados. Chegou à corajosa conclusão que a humanidade guarda em seu inconsciente o registro de todas as suas vivências, mesmo as mais arcaicas - mitos e arquétipos - e assim o passado de um torna-se patrimônio de todos (viria daí, afinal, a idéia de que já fomos alguém em outra vida, presente em tantas culturas?). Mostrou que o I Ching, o milenar livro chinês das mutações, constitui a primeira tentativa documentada de relacionar o inconsciente e o Universo, e assim a mentalidade oriental deveria ser vista com menos preconceito... Jung falava de intercâmbio, não de descarte, entre distintas percepções da realidade. Mas a ciência tradicional deu risinhos. Seus estudos da alquimia mostraram que ela é precursora da nossa ciência do inconsciente. A relação mente/matéria já era conhecida dos alquimistas, que se valiam de uma linguagem simbólica para descrever processos psíquicos. Sobre isso, diz a psicóloga Nise da Silveira, uma das mais respeitadas estudiosas da obra de Jung no mundo: "A exploração em profundeza do inconsciente levou ao curioso achado de que os mais universais símbolos do self (si-mesmo) pertencem ao reino mineral. São eles a pedra e o cristal. Se o psicólogo, nas suas investigações através das camadas mais profundas da psique encontra a matéria, por sua vez o físico, nas suas pesquisas mais finas sobre a matéria, encontra a psique."As idéias de Jung influenciam até mesmo a Ufologia. Hoje pesquisadores de todo o mundo debruçam-se intrigados sobre o drama psicológico dos contatados e abduzidos (pessoas que dizem ter contatos com extraterrestres), encarando-o sob outro enfoque - o que faz a Ufologia tomar um caminho surpreendentemente novo. Já em 1958, em seu livro Um mito moderno, Jung alertava que é preciso pensar nesse discos-voadores mais abrangentemente e entender o aspecto metafórico das aparições, sejam verdadeiras ou não. É preciso entender o drama dessas pessoas à luz dos arquétipos e da mitologia - o mito da jornada do herói. Muito além da importância de tentar provar a realidade física do fenômeno, estaria a necessidade de entender que contatados e abduzidos são como heróis que a vida escolheu para viver, como pioneiros, certas experiências que conduzirão a humanidade a uma nova e mais abrangente compreensão da realidade e de si mesma.O fenômeno dos discos-voadores, mito recente de nosso século, será então uma projeção, nos céus, de um intenso anseio coletivo de salvação num momento crucial de desespero. Será a representação simbólica do mais profundo arquétipo de unificação e totalidade psíquica dos homens de todos os tempos e lugares: o círculo. Com isso Jung não pretende reduzir o fenômeno ao seu aspecto interior mas sim alertar para a relação entre o que ocorre na alma da humanidade com o que está acontecendo nos céus de nosso planeta.
Dormindo com o Inimigo
Jung deu o nome de psicologia analítica à sua psicologia. Ela difere da psicanálise em muitos pontos mas ele mesmo não descarta a importância dessa para alguns tipos específicos de terapia. A psicologia de Jung incentiva o indivíduo a descer os degraus escuros do inconsciente e, uma vez lá, reconhecer o que ele na verdade é e integrar esses conteúdos à consciência. Assim como alguém que decide fazer um curso de computação para investir em seu futuro, muitos procuram uma terapia para... autoconhecer-se, saber de suas potencialidades. Aí está um grande investimento: conhecer-se melhor.
Para viver melhor.
O processo de individuação será sempre algo difícil. Mas ele é a base da existência. Durante muito tempo nós o vivemos apenas superficialmente, mas em algum momento da existência a psique chama o ego a voltar-se para si, a conhecer-se, a vasculhar no interior as verdades até então buscadas fora. A partir daí novos horizontes se abrem para a realização pessoal. Entretanto, se o ego se recusa a tal autoconscientização, a vida tende a se encaminhar a um conflito insustentável. Poderão vir daí certas doenças, fracassos e até mesmo a morte. A psique é então uma entidade que se regula a si mesmo.Acessar o inconsciente nos faz ver que os conflitos da humanidade acontecem primeiro dentro de cada um, sutilmente, para depois se exteriorizar. Para Jung, entendermo-nos com aquilo que não conhecemos de nós mesmos é o grande passo que falta ao Homo sapiens. Só assim deixaremos de ver o inimigo no outro e o reconheceremos onde sempre esteve: dentro de nós mesmos. Esta é uma verdade simples que poucos enxergam. Haverá revolução maior?
Ricardo Kelmer
MANDALA
10:47
IPDM
Mandala: Um Estudo Na Obra de C. G. Jung
Monalisa Dibo
Mestranda em Ciências da Religião – PUC-SP
Resumo: esse artigo trata de um tema interdisciplinar, no qual se pesquisa a mandala, termo da tradição oriental introduzido na psicologia por C. G. Jung para designar uma representação simbólica da totalidade.
Palavras-chave: mandala; tradição hinduísta; tradição budista-tibetana.
Mestranda em Ciências da Religião – PUC-SP
Resumo: esse artigo trata de um tema interdisciplinar, no qual se pesquisa a mandala, termo da tradição oriental introduzido na psicologia por C. G. Jung para designar uma representação simbólica da totalidade.
Palavras-chave: mandala; tradição hinduísta; tradição budista-tibetana.

Introdução
A expressão mandala provém de uma palavra da língua sânscrita, falada na Índia antiga, e significa, literalmente, um círculo, ainda que também (como composto de manda = essência e la = conteúdo) seja entendida como “o que contém a essência” ou “ a esfera da essência” ou ainda “o círculo da essência”
(Green, 2005, p. 7).
Refere-se a uma figura geométrica em que o círculo está circunscrito em um quadro ou o quadrado em um círculo. Essa figura possui ainda subdivisões, mais ou menos regulares, dividida por quatro ou múltiplos de quatro. Parece irradiada do centro ou se move para dentro dele, dependendo da perspectiva do indivíduo (Samuels, Shorter e Plaut, 1998). É utilizada de modo esquemático e, ao mesmo tempo, pode ser entendida em certas tradições religiosas como um resumo da manifestação espacial do divino, uma “imagem do Mundo” (Chevalier e Greerbrant, 2001 p. 585).
C. G. Jung assim se expressa sobre a mandala: “A palavra sânscrita mandala significa “círculo” no sentido habitual da palavra. No âmbito dos costumes religiosos e da Psicologia, designa imagens circulares que são desenhadas, pintadas, configuradas plasticamente, ou danças” (2002, pp. 385-387).
(Green, 2005, p. 7).
Refere-se a uma figura geométrica em que o círculo está circunscrito em um quadro ou o quadrado em um círculo. Essa figura possui ainda subdivisões, mais ou menos regulares, dividida por quatro ou múltiplos de quatro. Parece irradiada do centro ou se move para dentro dele, dependendo da perspectiva do indivíduo (Samuels, Shorter e Plaut, 1998). É utilizada de modo esquemático e, ao mesmo tempo, pode ser entendida em certas tradições religiosas como um resumo da manifestação espacial do divino, uma “imagem do Mundo” (Chevalier e Greerbrant, 2001 p. 585).C. G. Jung assim se expressa sobre a mandala: “A palavra sânscrita mandala significa “círculo” no sentido habitual da palavra. No âmbito dos costumes religiosos e da Psicologia, designa imagens circulares que são desenhadas, pintadas, configuradas plasticamente, ou danças” (2002, pp. 385-387).
Mandala: conceituação
Entre as representações do Self, quase sempre encontramos a imagem dos quatro cantos do Mundo, com um centro de um círculo dividido em quatro. Jung usou a palavra hindu mandala (círculo mágico) para designar esse tipo de estrutura, que pode ser compreendida como uma representação simbólica do átomo nuclear da pisque humana (Jung, 2002).
Mandala na tradição hinduísta
Mandala na tradição budista
Mandala na tradição tibetana
Podemos entender assim: a mandala como um guia imaginário e provisório de meditação. Daí, a mandala pode se manifestar em suas combinações variadas de círculo e quadrado, o que se chama mundo espiritual e mundo material, respectivamente, assim como expressa a dinâmica das relações que os unem, em tríplice aspecto, ou seja, plano cósmico, antropológico e divino. No centro da mandala situa-se o trono da divindade eleita, sendo que a palavra do mestre é capaz de animá-la.
Observa-se, pela atividade ritualística, que, segundo essa tradição, a mandala é compreendida como imagem e motor da ascensão espiritual. Essa ascensão espiritual, na tradição oriental, segundo Hinnels (1995), procede de uma interiorização cada vez mais elevada da vida e ainda de uma concentração progressiva do múltiplo no uno: ou seja, o “eu” reintegrado no Todo e o Todo reintegrado no “eu”. A escritora Fioravante (2002) admite que, além de guia de meditação, existe uma energia nos desenhos mandálicos, e procura oferecer uma classificação e explicação das suas funções. Essas referidas mandalas podem ser regeneradoras, equilibradoras e mesmo ativadoras dos processos físicos, podendo produzir alterações energéticas positivas nos níveis material e espiritual do homem, de acordo com as tradições religiosas. Diz, textualmente: “O campo de força de uma mandala modifica a energia em vários níveis. Ele estimula a mente a equilibrar as emoções e ativa os processos físicos ajudando a restabelecer sua função plena. A mandala é uma fonte de cura” (Fioravante, 2002, p. 8).
Observa-se, pela atividade ritualística, que, segundo essa tradição, a mandala é compreendida como imagem e motor da ascensão espiritual. Essa ascensão espiritual, na tradição oriental, segundo Hinnels (1995), procede de uma interiorização cada vez mais elevada da vida e ainda de uma concentração progressiva do múltiplo no uno: ou seja, o “eu” reintegrado no Todo e o Todo reintegrado no “eu”. A escritora Fioravante (2002) admite que, além de guia de meditação, existe uma energia nos desenhos mandálicos, e procura oferecer uma classificação e explicação das suas funções. Essas referidas mandalas podem ser regeneradoras, equilibradoras e mesmo ativadoras dos processos físicos, podendo produzir alterações energéticas positivas nos níveis material e espiritual do homem, de acordo com as tradições religiosas. Diz, textualmente: “O campo de força de uma mandala modifica a energia em vários níveis. Ele estimula a mente a equilibrar as emoções e ativa os processos físicos ajudando a restabelecer sua função plena. A mandala é uma fonte de cura” (Fioravante, 2002, p. 8).
Moacanin (1999) procura, por sua vez, estabelecer uma síntese da relação da psicologia junguiana com o budismo tibetano em sua maior profundidade. Sinaliza que a mandala é realmente um símbolo importante porque são imagens que contêm elementos opostos, agrupados em torno de um núcleo central. Diz: “desse modo revela para o discípulo a interação de forças que operam no Cosmos, bem como dentro da própria psique” ( p. 85).
Argumenta esse estudioso que as mandalas são símbolos religiosos e filosóficos com sentido determinado pela tradição tibetana, e brotam de visões e experiências interiores dos praticantes da meditação altamente desenvolvidos e ainda mais: num meio ambiente muito especial e espiritualmente criativo. As mandalas foram conhecidas no mundo ocidental, cristão, somente em época recente, graças ao interesse pela tradição religiosa-espiritual e esotérica sobre o mundo oriental (Aranha e Martins, 1987). As pesquisas de Jung sobre o simbolismo das mandalas contribuíram para torná-las acessíveis ao público ocidental. Foi quando se identificou uma relação entre o material espontâneo dos sonhos dos indivíduos que atravessavam crises interiores e os estranhos símbolos encontrados nos desenhos mandálicos. O tema mandala é observado nas obras básicas e complementares de Jung (1875-1961). Nesse sentido, o fundador da psicologia analítica recorreu à imagem da mandala para designar uma representação simbólica da psique, como, aliás, nos referimos anteriormente. Chevalier e Gheerbrant (2001) observam que o pesquisador suíço e seus discípulos verificaram que as imagens são utilizadas para consolidar o ser interior ou para favorecer a meditação em profundidade. Explicam que a contemplação de uma mandala pode inspirar a serenidade e ajudar a reencontrar um sentido e ordem na vida. Verificaram que a mandala produz o mesmo efeito quando aparece espontaneamente nos sonhos do homem contemporâneo que ignora essas tradições religiosas orientais. Explicaram os autores mencionados, ainda, que as formas redondas das mandalas simbolizam, de maneira geral, a integridade natural, enquanto a forma quadrada representa a tomada de consciência dessa integridade. Em sonhos, o disco quadrado e a mesa redonda podem se encontrar, anunciando uma tomada de consciência iminente do centro. Jung verifica que a mandala possui dupla eficácia: conservar a ordem psíquica, se ela já existe; ou restabelecê-la, se ela desapareceu. Neste último caso, exerce uma função estimulante e criadora.
Diz Jung:
[...] as mandalas não provêm dos sonhos, mas da imaginação ativa [...] As mandalas melhores e mais significativas são encontradas no âmbito do budismo tibetano [...] Uma mandala deste tipo é assim chamado “yantra”, de uso ritual, instrumento de contemplação. Ela ajuda a concentração, diminuindo o campo psíquico circular da visão, restringindo-o até o centro. (2002, p. 352)
E prossegue:
Este centro não pensando como sendo o “eu”, mas se assim se pode dizer, como o “si mesmo”. Embora o centro represente, por um lado, um ponto mais interior, a ele pertence também, por outro lado, uma periferia ou área circundante, que contém tudo quanto pertence a si mesmo, isto é, os pares de opostos, que constituem o todo da personalidade. (p. 352) E é nesse contexto que Jung, na obra citada, verifica que o centro, primeiramente, pertence à consciência, depois, ao assim chamado inconsciente pessoal e, finalmente, a um segmento de tamanho indefinido chamado inconsciente coletivo, cujos arquétipos são comuns a toda humanidade. Jung utilizou as mandalas como instrumento conceitual para analisar e assentar as bases sobre as estruturas arquetípicas da psique humana. O autor considerava que o comportamento humano se molda de acordo com duas estruturas básicas da consciência: a individual e a coletiva. A primeira se aprenderia durante a vida em particular; a segunda se herdaria de geração em geração.
Green explica que:
Green explica que:
| Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda |
De outro lado, como fenômeno psicológico, aparece de maneira espontânea em sonhos e em certos estados conflitivos e até psicóticos. A ocorrência espontânea em indivíduos permite à investigação psicológica um estudo mais aprofundado de seu sentido funcional. Jung ainda sinaliza que a mandala pode aparecer em estados de dissociação psíquica ou de desorientação. E que, quando existe um estado psíquico de desorientação, devido à irrupção de conteúdos incompreensíveis do inconsciente, observa-se tal imagem circular, a qual compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico: “Trata-se evidentemente, de uma ‘tentativa de autocura da natureza’” (Jung, 2002, p. 385).
Por isto, Moacanin (1999, p. 30) explicita que Jung observou que as mandalas surgem espontaneamente quando a psique está em processo de reintegração, em seguida a momentos de desorientação psíquica, como fator compensador da desordem. Portanto, Jung entende a mandala como uma tentativa de autocura, inconsciente, a partir de um impulso instintivo, no qual o “molde rigoroso” imposto pela imagem circular com um ponto central, compensa a desordem do estado psíquico. Conclui o autor que a mandala é um arquétipo da ordem, da integração e da plenitude psíquica, surgindo como esforço natural de autocura. Como já pudemos observar, dentre os arquétipos, o mais importante é justamente aquele que Jung chamou de Self ou Si-Mesmo.
O Self expressa a totalidade do homem e aparece sob diferentes aspectos, um dos quais é a mandala. Como vimos, a mandala é utilizada pelos orientais como um meio para favorecer a meditação profunda, a fim de alcançar a paz interior (Lisboa da Cunha, 1998, pp. 140-141).
A propósito, recordamos, como se indicou anteriormente, que Jung adotou a expressão sânscrita mandala para descrever desenhos circulares que fazia com seus pacientes, associando a mandala com o Self, o centro da personalidade como um todo. Neste contexto, Fincher (1998, p. 26) afirma que Jung, em suas pesquisas, mostrava o impulso natural para vivenciar o potencial humano e realizar o padrão da personalidade genuína. Por essa razão, Jung chamava esse impulso natural de “individuação”.
Na procura de uma relação entre as mandalas do mundo oriental com o ocidental, Von Franz afirma: O círculo (ou esfera) como um símbolo do “Self” expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, incluindo o relacionamento entre o homem e a natureza [...] ele indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalidade. (2002, p. 246) Nesse sentido, entre as duas culturas, oriental e ocidental, o círculo de quatro ou mais raios corresponde a um padrão no mundo oriental, ligado a imagens religiosas que servem de instrumento e meditação: círculos abstratos que também representam o esclarecimento, a iluminação e a perfeição humana, e, de outro lado, no mundo ocidental, as mandalas aparecem como rosáceas das catedrais cristãs, e relacionadas, psicologicamente, ao Self como a totalidade, na psicologia analítica.
Tem-se ainda exemplos de mandalas como padrões da totalidade, encontrados, inclusive, na própria natureza, como testemunho de que realmente existe uma unidade que se manifesta em simples relações proporcionais. Essas relações de proporções criam diversos padrões de totalidade fornecendo forma tangível à ordem intangível. Os exemplos na natureza são marcantes, ou seja, podemos observar o padrão de mandala no caule de uma flor, como a papoula, quando aumentamos sua imagem mil vezes, ou nas dicotamáceas, quando as aumentam quatrocentas e cinqüenta vezes, e o padrão de mandala se repete no caule de um lírio, com aumento de cento e vinte vezes. Esse padrão de mandala pode, inclusive, ser visto de forma nítida quando criado em um líquido por vibrações harmônicas.
Podemos afirmar que “as mandalas se encontram igualmente na raiz de todas as culturas e estão presentes em todo ser humano como padrão arquetípico de comportamento” (Dahlk, 2003, p. 7).
Conclusão
Percebemos que Jung, estudando as mandalas e sua manifestação no mundo oriental como instrumento de culto e de meditação, passou a desenhá-las. Observando-as no mundo ocidental, descobriu o efeito de autocura que elas exerciam, inclusive em si mesmo. Em seguida, passou a utilizá-las como método psicoterapêutico. E conclui que esses círculos mágicos da tradição cultural
oriental, hinduísta ou budista, eram representações instintivas de um símbolo universal desenhadas desde os primórdios da humanidade.
Concluindo, a mandala, nas tradições culturais hinduísta e budista-tibetana, aparece como instrumento de concentração mental. O termo mandala, em sânscrito, indica “círculo” e ocorre para designar, de maneira genérica, uma figura circular, esférica, o círculo em um quadrado e vice-versa. Foi Jung que introduziu o conceito de mandala na psicologia analítica como imagens representantes do Si-mesmo, em outras palavras, reconheceu que esses desenhos eram representações simbólicas da totalidade da psique. Jung interpretou como uma expressão da psique e, em particular do Self. As mandalas podem aparecer em sonhos ou em pinturas durante a análise junguiana, ocorrendo mais provavelmente em estados de dissociação psíquica ou de desorientação.
Portanto, as mandalas podem expressar um potencial para a totalidade, como procede nas tradições religiosas hinduísta e budista-tibetana, podem ser empregadas como instrumento de concentração e como um meio para unir a consciência individual com o centro da personalidade. Elas também podem funcionar como proteção para indivíduos que estão fragmentados, em que a ordem rigorosa da imagem circular compensa a desordem e a perturbação do estado psíquico.
Referências
ARANHA, M. L., MARTINS, M. M. P. Filosofando: Introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1987.
CHANDRA, T.; KUMAR, R. Gods, goddesses & Religiosious symbols of Hinduism, Buddhism & Tantrism. Kathmandu, Nepal: Modern Printing Press, 2005.
CHEVALIER, J.; GHEERBRANT, A. Dicionários de símbolos. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001.
DAHLKE, R. Mandalas: formas que representam a harmonia do cosmos e a energia divina. São Paulo: Pensamento, 2003.
FINCHER, S.F. O autoconhecimento através das mandalas. São Paulo: Pensamento, 1998.
FIORAVANTE, C. Mandalas: como usar a energia dos desenhos sagrados. São Paulo: Pensamento, 2002.
GREEN, S. El Livro de los mandalas del mundo. Santiago, Chile: Océano Âmbar, 2005.
HINNELS, J.R. Dicionário das religiões. São Paulo: Cultrix, 1995.
JUNG, C. G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. Petrópolis: Vozes, 2002.
LISBOA DA CUNHA, M. H. Espaço real e espaço imaginário. Rio de Janeiro: Uapê - Espaço Cultural da Barra, 1998.
MOACANIN, R. A Psicologia de Jung e o Budismo Tibetano. São Paulo: Cultrix, Pensamento, 1999.
SAMUELS, A; SHORTER, B.; PLAUT, F. Dicionário crítico de análise junguiana. Rio de Janeiro: Imago/Consultoria Editora, 1998.
VON FRANZ, M. L. Processo de individuação. In: JUNG, C.G. O Homem e seus símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
VII Encontro Valorização da Vida - IAM
14:19
IPDM
I - TEMA CENTRAL: O HOMEM DE BEM DIANTE DO CRACK E DO ASSÉDIO SEXUAL
DIA 30 DE ABRIL DE 2011/HORÁRIO: DAS 12 ÀS 16H45
II - Abrangência
Clientela atendida pela IAM e comunidade da região.
III - PÚBLICO ALVO
· Classes de crianças acima de 04 anos / 6 e 7 anos / 8 e 9 anos / 10 e 11anos.
· Adolescentes de 12 a 14 anos / 15 a 18 anos.
· Adultos
OBJETIVOS GERAIS
1 Mobilizar os participantes para a prevenção ao uso de drogas psicoativas.
2 Enfrentar, superar e colaborar na reinserção social de dependentes de crack.
3 Defender crianças e adolescentes da violência sexual.
4 Perseverar na proposta de implantação da fé na prevenção através do autodescobrimento, da autoestima e do auto amor.
5 Trabalhar e resgatar os valores éticos, morais e espirituais que assegurem a criança e ao adolescente um desenvolvimento saudável do ponto de vista físico, psíquico, mental e espiritual (ECA).
Local: IAM – Instituição Assistencial Meimei |
Rua Francisco Alves, 275 – Paulicéia – São Bernardo do Campo – SP |
Fone: 4176.8600 |
Neste sábado tivemos um Mega-encontro, com diversas oficinas psico-pedagógicas o evento foi um verdadeiro SUCESSO.
As oficinas foram várias, cada uma pronta para atingir o seu objetivo essencial, passar ao próximo a força necessária para seguir firme e elevar a conscientização de forma geral.
Veja abaixo nossos queridos participantes:
Paulo Valzacchi e o o organizador e amigo Nelson Mendes.
Adília (GAF ) , Dr.Paulo e Cleria
Adília - Monise Valzacchi - Cleria
Dr.Paulo e D.Luzia ( sabedoria plena )
FORAM VÁRIAS OFICINAS ESPECIALIZADAS NO TEMA
Nosso tema em geral foi abordado na sala E - Dr.Paulo e Monise Valzacchi
Tratamos de um tema motivador, afinal nossas palestras são como um banho que torna o ouvinte revigorado e pronto para seguir de maneira edificante novos caminhos.
NOSSO TEMA : O EM POSSÍVEL
Ou seja tornar a coisa mais impossível em algo possível de realizar.
Começamos com algo essencial : Todos nós temos problemas, desde que nascemos até o último suspiro, mas como cada um encara, transforma e assimila os problemas de uma maneira em particular.
Demos o exemplo

Não do maior hamburguer do mundo , isso é brincadeira, mas sim de algo verdadeiramente impossível, pelo menos na nossa mente: um Record que eu diria ser realmente impossível.
Você já viu alguém comer uma bicicleta?
Pois bem, pode parecer piada, mas não é. no livro dos Records, existe um homem que em 3 meses comeu uma bicicleta inteira, ou seja : ele tornou algo impossível em ALGO POSSÍVEL.
É claro que ele não a comeu inteira, ele usou a estratégia de cortar a bicicleta em pedaços,
dessa forma tudo foi mais " tranquilo " , assim é com os nossos problemas, nunca os resolve de uma vez,
mas sim, um de cada vez, divida-os.
Esse é nosso tema, mostrar as pessoas que com Fé, atitude, e uma boa dose de criatividade tudo é possível.
Falamos sobre Deus, a Fé, o certo e o errado, usamos dinâmicas simples, mas bem dirigidas, como a do SONRISAL, do ISOPOR, AGUA, ESPONJA, e algumas outras.
Falamos do que fazer diante de um terremoto:
ENTERRAR OS MORTOS OU SEJA O PASSADO.
CUIDAR DOS VIVOS OU SEJA INVESTIR EM SI MESMO, EM NOVAS OPORTUNIDADES
FECHAR O PORTOS OU SEJA , NÃO PERMITIR QUE NADA DE FORA INTERFIRA, CONCENTRE-SE NA RECONSTRUÇÃO, SENÃO O ERRO VIRÁ DE NOVO.
Ainda mostramos como podemos ver os problemas (imagens) de diferentes formas:
O que você vê aqui?
Um cálice ou dois rostos?
De perto enxergamos algo, de longe outra imagem, e assim pode variar.
As vezes o que nos falta é uma nova perspectiva sobre o problema.
reflita também.
Falamos sobre o PODER DO ELOGIO, tão divulgado em minhas palestras.
Isso é essencial.
Ainda tivemos uma boa dose de reflexão falando sobre PERDÃO , AMOR , e como
realizar uma limpeza do corpo, da mente e do coração.
Brindamos a tarde com sorteio de Cds do Dr.Paulo e Livros essenciais sobre os
diversos assuntos, drogas, aborto, abuso sexual e outros temas.
Tivemos um ótimo dia , com almoço, chá da tarde, brincadeiras, dinâmicas, nos recarregamos emocionalmente, buscamos novas soluções, houve distribuição de livros e muito mais.
Parabéns a organização. ( Nelson Mendes )
Parabéns a minha excelente auxiliar de organização pessoal (monise - minha filha )
Nelson e Monise

Parabéns a todo o pessoal da Organização
ao pessoal do Teatro,
do DESAT , da educação, da equipe de
crianças , dos voluntários, das crianças
dos assistidos, amigos e principalmente
dos assistidos, amigos e principalmente
Obrigado mestre Divino e ao criador pela
possibilidade de podermos estar
todos juntos nessa caminhada.
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